quarta-feira, maio 23, 2007

receptores universais compulsivos: uma nova cepa de parasitas

tiras de mentira formavam uma ladainha labiríntica que a abduzia, ainda, em vários momentos do dia e da noite. na madrugada, no meio do Diário Oficial, dentro do T 1, na sacada gelada da Alcides, no boteco da frente, em todas as pisadas nas pedras de areia socada que a carregavam, quase como numa esteira, às 12 e 14, até o matadouro diário das suas horas da tarde.
disseram-lhe, com a boca cheia de sangue, para não sentir tanto. passou a fazê-lo sistematicamente: pensar como nunca o muito que foi sentido, no último episódio de ficção com um desfecho real, mórbido e ardiloso. não precisava ler Kant e o caralho para enfiar na cabeça a tão iluminadora razão. que se fodessem os teóricos todos de todos os lados do mundo, e a idéia ocidental de ensinar o que não se pratica. era só enxergar o que sempre estivera presente, mas pobre e podre demais para ser reconhecido como verdade.
parasitas que não têm ou não sabem como se manter fagocitam os meios de alguém. uma pulga faz o mesmo. se você amassá-la, ação nojenta mas reveladora, o que resta dela é o sangue de outros. patético e triste. muito mais para a pulga. com tantas credenciais apontando para sua "vasta" cultura, passaria ela a sua limitada vida confundindo panças de cachorros sarnentos com coxas de gatos tratados a Pro Plan. porque, para ela, interessa é o sangue. qualquer um. de qualquer tipo.
(postagem dedicada a duas pessoas que sabem muito bem do que estou falando: Densa e Etapa).