in pressão
há, ainda, dor e estupefação. síndrome do nada. vazio do saco estourado. tédio da rasice. ansiedade da overdose de todos os dias sem porquê.espero impaciente e absurdamente que algo me devolva a cor dos dias.vou riscando moldes amorfos e tirando medidas numa régua sem marcação. não, não entendo, não concordo e não aceito esse mundo e as coisas todas que não são.e o vinho e a música só sublinham o que já negritei: não sou desse Mundo.
sei o texto, sei a reza, sei a cena. não tenho fé, nem roteiro, nem direção.uma seta alinhava tudo com seus dedos de sangue: dor tem que doer até acabar. ou não.
